Campanha Nacional de Multivacinação inicia na próxima semana

Por Manuela Penacal

altA partir da próxima semana, pais e responsáveis terão um importante compromisso a cumprir com a saúde das crianças e adolescentes. A Campanha Nacional de Multivacinação iniciará na segunda-feira, 19, e seguirá até o dia 30 de setembro. Em todo o país, o Dia D será celebrado no sábado, 24.

 

Como acontece anualmente, a Campanha é realizada com o objetivo completar os esquemas de vacinação das crianças com idades de 0 a menores de cinco anos e jovens de 9 a menores de 15 anos. Em Sergipe, estima-se o funcionamento de 350 postos de vacinação, sendo 220 postos fixos e 130 postos volantes em todo o território.

 

“Serão disponibilizadas as vacinas BCG, Pentavalente, Rotavírus, Pólio VIP, Meningocócica C, Pneumo 10, Hepatite A, Antitetânica, Tríplice Viral, Varicela, Pólio oral, Hepatite B e HPV quadrivalente”, conta a gerente do Programa Estadual de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sândala Teles.

 

Neste ano, a Campanha ainda chama a atenção para a importância da vacinação contra o HPV. 

 

“É essencial que as meninas com idade entre 9 e 13 anos sejam levadas às unidade de saúde para que sejam vacinadas”, ressalta o médico Almir Santana, gerente do programa Estadual de IST/Aids da SES. 

 

Ele explica que, nesta idade, a maioria das jovens ainda não possui vida sexual ativa e que a vacina estimula a produção de uma grande quantidade de anticorpos, aumentando a imunidade.

 

“Como a vacina é quadrivalente, protege de quatro tipos de vírus, sendo dois ligados à ocorrência do câncer e dois às verrugas genitais”, destaca Almir.

 

Para que a atualização aconteça de forma adequada os pais e responsáveis deverão levar a Caderneta de Vacinação. Os profissionais vão avaliar o esquema vacinal e fazer a atualização de acordo com a necessidade de cada uma.

Vigilância e monitoramento: Huse investe em segurança no ambiente hospitalar

Por Júnior Matos

altAlém de ofertar assistência ao paciente de média e alta complexidade de urgência, emergência e trauma, o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) tem realizado constantes investimentos na área da segurança. A unidade hospitalar dispõe de profissionais capacitados e um parque tecnológico que, juntos, realizam um monitoramento amplo, em tempo real e capaz de contribuir na resolução de possíveis problemas.

 

De acordo com o gerente de segurança do Huse, Charles Belchior, ao todo o Huse conta com 72 agentes de segurança. “Eles atuam por regime de plantão, nos turnos da manhã, tarde e noite, e são responsáveis por realizar rondas de patrulhamento in-loco em todos os setores do Huse 24 horas por dia”, afirma.

 

Além disso, os profissionais auxiliam no fluxo de controle de entrada e saída de visitante e acompanhante dos pacientes. O Huse dispõe de 96 câmeras de monitoramento estrategicamente posicionadas em áreas comuns nos ambientes interno e externo da unidade.

 

alt“As câmeras estão sempre conectadas em todos os setores do hospital, monitoradas por profissionais do setor de segurança durante 24 horas. Com essa medida, temos o intuito de zelar pelo patrimônio hospitalar e prestar segurança aos profissionais, pacientes, visitantes e acompanhantes”, reforçou o gerente.

 

Todas as imagens capturadas pelos aparelhos de segurança são arquivadas em bancos de dados.

 

“A parceria com as Polícias Civil e Militar é de fundamental importância. Através dessa estratégia, já conseguimos evitar que alguns casos de roubos e furtos no ambiente hospitalar, bem como, contribuir no processo de investigação de alguns crimes”, finalizou a superintendente do Huse, Lycia Diniz.

HIV e Aids: entenda a diferença entre ter o vírus e a doença

Por Luiza Sampaio

altApesar de ter sido descoberto há cerca de quatro décadas e ser considerada uma epidemia mundial, mesmo que sobre controle, muitas dúvidas ainda pairam na população a cerca do Vírus HIV e da Aids. Quem tem um não necessariamente tem o outro, e, quando tratado, o paciente consegue ter uma vida normal, como explica o médico Almir Santana, gerente do Programa Estadual de IST/Aids, da Secretaria de Saúde (SES).

 

“Ter o HIV é ter o vírus. Neste caso, a pessoa é considerada soropositiva. Ela é assintomática, geralmente com uma carga viral (que é a quantidade de vírus no sangue) baixa”, esclarece.

 

É possível, inclusive, que mulheres nesta condição planejem uma gravidez, pois, com os cuidados adequados, os riscos de uma transmissão vertical (da mãe para o bebê) são reduzidos para até 3%.  

 

Antigamente, segundo Almir Santana, a terapia antirretroviral somente era iniciada quando a doença já estava manifestada, o que diminuía as chances de uma boa qualidade de vida.

 

“Hoje isso pode e deve ser feito em ambas as situações – a não ser que o paciente se recuse a iniciar a medicação assim que descoberta a presença do vírus. Quanto mais cedo o diagnóstico e o tratamento, melhores serão os resultados”, reforça Almir Santana.

 

altMas o que é ter Aids?

 

É quando o paciente, além do vírus HIV circulando no sangue, tem as manifestações que acompanham a Aids, que são as chamadas infecções oportunistas. “O quadro clínico mais comum é ter diarreia, febre ou tosse seca por cerca de dois meses, às vezes perda de peso, monilíase oral, mais conhecido como ‘sapinho’, candidíase vaginal ou pneumonia de repetição”, explica o gerente do programa estadual.

 

Duas doenças aparecem com mais frequência nos pacientes com quadro de Aids: a Tuberculose Pulmonar e a Toquisoplasmose Cerebral. Ambas são as principais causas de mortes em consequência da doença.

 

“A evolução do vírus para a doença propriamente dita depende de vários fatores. Uma pessoa que agride o organismo pelo modo de vida que leva, não se alimenta bem, usa drogas, tem uma tendência a desenvolver Aids mais rápido”, informa.

 

Mesmo com os inúmeros avanços quanto ao diagnóstico e ao tratamento dos pacientes, mais de 36,9 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo e 734 mil no Brasil, segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids). Sergipe tem 4.858 casos notificados de Aids desde 1981 até maio de 2016, com 1.262 óbitos. Desse total, 4.751 casos são adultos e 107 são crianças.

 

Ações do Estado

 

Ao longo dos anos, o Programa Estadual de IST/Aids tem desenvolvido diversas ações. A principal delas é o estímulo à realização do teste para a detecção do vírus o mais cedo possível.

 

“Toda pessoa sexualmente ativa deve realizar o exame ao menos uma vez no ano, afinal, já foi comprovado que quanto mais cedo se inicia o tratamento, mais eficaz ele é”, orienta Almir Santana.

 

No entanto, é importante lembrar que o teste não é método de prevenção. “Fazê-lo e não usar preservativo no sexo não adianta”, orienta o médico.  

 

O Estado também começou a implantação da Profilaxia Pós-Exposição (PEP), que visa diminuir os riscos da transmissão em situações especiais, como num caso de rompimento da camisinha ou em uma relação sem preservativo e onde uma das pessoas tem Aids.

 

“A PEP é um procedimento que deve ser adotado em no máximo 72h após o ato sexual, onde são utilizados os mesmos medicamentos que tratam o HIV. Durante o tratamento, que ocorre por 28 dias, a pessoa precisa adotar medidas preventivas contra a possibilidade de novas exposições e infecções, como é o caso do uso de camisinha. Ao final do processo a pessoa será submetida a um novo teste para identificar se a infecção foi evitada ou não”, esclarece.

 

Além disso, o Programa Estadual se preocupa com a efetividade do tratamento, e, nesse sentido, o comprometimento dos municípios é de fundamental importância. “Somente testar não resolve. O Serviço não pode perder esses pacientes soropositivos, eles precisam ser acompanhados e orientados a realizar a terapia antirretroviral”, reitera Almir Santana.

Hospital Regional de Propriá recebeu cerca de 9 mil pacientes em agosto

Por Luiza Sampaio

alt Localizado no município ribeirinho de Propriá, divisa entre Sergipe e Alagoas, o Hospital Regional São Vicente de Paula, a cada dia tem se firmado como um importante equipamento da Rede Estadual de Urgência e Emergência. A unidade, que oferta os serviços de Clínica Médica e Cirúrgica, Pediatria, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia, atende a população de 16 cidades da Região do Baixo São Francisco, além de algumas localidades do Estado vizinho.

 

No último mês de agosto, foram 9.078 atendimentos realizados no Regional, um número dentro da média e que supera o registrado no mesmo período do ano passado, 8.430 pacientes atendidos.

 

“A unidade tem um fluxo intenso, contribuindo, inclusive, para a descentralização da saúde púbica em Sergipe”, enfatiza a superintendente interina e coordenadora administrativa do Hospital, Ana Paula Rocha.

 

Os atendimentos do período foram subdivididos em 4.524 pacientes no setor Clínica Médica, 1.817 na Pediatria, 945 na Clínica Cirúrgica, 967 na Ortopedia e 515 na Ginecologia. O balanço mostra, ainda, a realização de 69 cirurgias eletivas, 15 de urgência, duas ortopédicas e 71 internamentos clínicos. Na maternidade, foram 70 partos normais, 71 cesarianas e 12 procedimentos de curetagem.

 

“No caso da Obstetrícia, os números registrados no mês de agosto também foram superiores aos do ano passado, quando a unidade contabilizou 64 procedimentos, entre partos normais e cesarianas”, destaca.

 

A unidade conta com 12 leitos de Internamento Cirúrgico e 14 Clínicos, além de três salas de cirurgia e uma de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA). Na Ala Azul são quatro leitos de observação e nove poltronas, na Amarela são nove leitos adultos e oito infantis, e na Ala Vermelha são três leitos.

Serviço de Fisioterapia proporciona qualidade de vida aos usuários do Hemose

Por Rosângela Cruz 

alt O tratamento realizado pelo Serviço de Fisioterapia do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) proporciona bem estar, melhora a autoestima e o alívio das dores no aparelho locomotor provocadas pelas enfermidades genéticas e hereditárias. Ele é destinado a pacientes portadores de doenças hematológicas como hemofilia e anemia falciforme.

 

No caso da hemofilia, a principal característica da doença é a ocorrência de hemorragias (sangramentos) que podem acometer qualquer lugar do corpo de forma espontânea ou devido a algum tipo de trauma. A fisioterapeuta Kelly Barreto explica que as hemorragias mais comuns se apresentam sob a forma de hematomas (manchas roxas na pele) e hemartroses (hemorragias dentro das articulações).

 

“Essas manifestações variam conforme o grau de deficiência do fator e surgem ainda na infância. As articulações que são mais atingidas por hemartroses são ombro, cotovelo, joelho e tornozelo”, detalhou a profissional.

 

A hemofilia não tem cura, entretanto, o paciente portador da patologia genética hereditária pode levar uma vida normal, desde que seja assistido por equipe multiprofissional composta por médico hematologista, enfermeiro, assistente social, fisioterapeuta, dentista e psicólogo.  

 

Esta semana, o usuário Devison Oliveira dos Santos, 12 anos, realizou uma sessão de aplicação de ultrassom com antiinflamatório no serviço de Fisioterapia. Ele foi diagnósticado com hemofilia ainda na infância e comparece regularmente a unidade para receber a infusão de fator, medicação utilizada no auxílio da doença, que serve para conter sangramento muscular.

 

“Depois que comecei meu tratamento me sinto melhor. Posso fazer tudo que gosto, até jogar bola”, disse Devison.

 

altJá a dona de casa Creuza Souza Santos, 54 anos, faz tratamento para combater a anemia falciforme, que tem como principais sintomas, anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e crises de dores em músculos, ossos e articulações.

 

No Serviço de Fisioterapia do ambulatório do Hemocentro de Sergipe, a usuária realiza semanalmente condicionamento cardio-respiratório e tratamento de artroses no joelho.

 

“Os médicos descobriram que eu tinha essa doença, anemia falciforme quando eu tinha 22 anos. Antes de começar a me tratar, eu estava deprimida e por causa das dores nas pernas, não conseguia ficar em pé, passava o dia todo deitada. Toda vez que venho aqui para minha consulta, fico com melhor, mais alegre”, afirmou satisfeita.

 

Atendimento

 

Para ter acesso aos serviços prestados no ambulatório do Hemocentro de Sergipe, os usuários devem procurar a unidade com documento de identidade e o encaminhamento do médico que realizou o diagnóstico de hemofilia, anemia falciforme, assim como as demais doenças hematológicas.

 

O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h. Mais informações através dos telefones: (79)3225-8000 e 3225-8046.